O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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É assim
Comentários (1) // quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Texto que encontrei nos rascunhos deste blog, sem destinatário específico, da época em que msn era um meio de comunicação utilizado pelas pessoas.


Gosto de você como quem gosta de cheiro de árvores molhadas, céu bonito, tardes de outono, manhãs de primavera e céus estrelados. Gosto de você com aquela sensação de experimentar pela primeira vez um brigadeiro, você sabe que muitos morrem de amor com a primeira mordida. Gosto de você como quem ganha abraço apertado no inverno, cá entre nós, daqueles bem apertados. Gosto de você amando os seus defeitos e sorrindo com as suas qualidades. Gosto de você como quem chega em casa e se depara com presentes na sala, você é o presente da sala do meu coração. Gosto de você sendo piegas e imatura e brega e rindo de tudo isso, porque com você e para você até as minhas lágrimas sorriem. E porque gosto de você, torno-me uma louca, dessas desvairadas mesmo. E porque gosto de você, o meu coração salta quando você entra no msn e eu fico esperando a sua janelinha piscar ou nervosa fico imaginando as mil e oitocentas e setenta e duas meninas com quem você deve estar falando nesses dois minutos e um segundo desde que você ficou online. E porque gosto de você, respiro fundo e esqueço as mil e oitocentas e setenta e duas garotas produtos da minha mente mexicana e tento ser normal. E porque gosto de você, os meus dias bons tem uma variante somada, a variante que carrega o seu nome e sobrenome.

Imagem: daqui

Meta do ano de 2017
Comentários (0) // terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Desde que este blog começou eu mudei tantas vezes que perdi a conta. Hoje não sou a mesma Gabriela que a Gabriela de 2009. Só que, mesmo após incríveis oito anos, posso encará-la como que num espelho e reconhecer um vício em comum: continuo a ter uma vida mais online do que offline.
Ainda me lembro da sensação fantástica que tive, ainda bem criança, quando o primeiro computador gigante ocupou um bom espaço da minha casa (e da vida de todos nós lá desde então). Também sofro como que antigamente ao me lembrar da internet discada que caia – inclusive do barulho que fazia. Sinto, da mesma forma, como tudo ficou ultrapassado num estalar de dedos e de repente nos tornamos tão tecnológicos e portadores de internet ambulante via smartphones cada vez mais desatualizados.
Nunca fui de fazer metas, mas deixo aqui registrado o meu único alvo público de 2017: navegar mais pela vida do que pelas milhares de abas do meu navegador, de forma a buscar mais notícias reais do que as incontáveis manchetes dos posts jornalísticos e da vida virtual dos meus amigos.
Não será fácil, mas quem sabe eu retomo este blog?

E, por fim, feliz 2017, que seja um doce ano.

Foto: daqui



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Adoção do mundo
Comentários (1) // quarta-feira, 22 de julho de 2015

Minha menina,
eu não sou a sua mãe e você não é a minha filha.
Não temos semelhança física.
Parecidas com você há várias outras meninas
e o meu peito dói.

Quem irá lhe ensinar o ficar na ponta do pé,
decorar o alfabeto e dançar o balé
ou o que você quiser?
Quem irá lhe mostrar a diferença entre o mi-do-ré?
E lhe falar que a vida não é só tempestade?
Que há calmaria, amor e também amizade?

Quem irá lhe defender da guerra e da zombaria?
Pegar-lhe no colo e dizer que tudo ficará bem?
Que algum dia as nossas forças vêm
e que vale a pena acreditar naquilo que faz o coração acelerar?

Quem irá lhe contar alguns contos de fadas?
Explicar que princesa não precisa de príncipe para ser feliz e amada?
E que giz de cera é o passaporte para qualquer pátria?

Quem lhe dará um abraço
e estará ao seu lado
todas as vezes em que dentro de você houver machucado?

Minha menina,
quando você irá perceber
que a arma é só um brinquedo
do ser humano que se acha indefeso
e que não soube crescer?

Foto: Osman Sağırlı

Daquilo que não se diz
Comentários (2) // sábado, 14 de março de 2015

Lembro-me daquele dia em que saímos. Eu treinei como dar as mãos com a minha irmã mais nova, sabia? Porque eu tive medo de tê-las transpirando ou de apertar demais as suas. E desde aquela vez, não soltei mais as suas... até poucas horas depois de terminarmos, por ato falho do corpo que não se comunicou com a razão. Não, não estou remoendo o passado ou me afogando em tudo que poderia ter sido e não foi. A vida deixou bem claro que como casal fomos ótimos amigos. E é disso que eu sinto falta no meu dia a dia. Se você estivesse comigo agora me daria um abraço apertado e um beijo na testa. E eu recobriria as minhas forças imediatamente. Nem toda poesia tem palavras.
Que a verdade seja dita, não costumo dar as mãos para ninguém. Confiança nunca foi o meu forte. Sorte que basta ser para viver e que a amizade de verdade não se esvai.


Imagem: daqui.

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Pontos Cartesianos
Comentários (1) // segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Você quer respostas minhas, mas elas pressupõem as perguntas que você não me fez. Você julga o meu silêncio, só que me abandona com o seu desdém. Eu busco no dicionário esse comportamento seu, deparo-me na palavra “O.tá.rio” e até penso em fechá-lo rapidamente. Meu coração diz que ele mente. E a razão palpita em meu cérebro. Devem falar sério quando dizem que sou inocente. É que a vida é um mistério e eu não sei viver com enigma. É estigma meu pensar que sou parecida com a Agatha Christie, não sabendo nem ligar os pontos cartesianos das minhas emoções.

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Zona Oeste
Comentários (0) // segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Saberás que essa ferida não é dolorida
e que nascida foi para ser sentida
Tão gravemente como se o coração estivesse exposto
a cacos de vidro, tentando bater.

Pelas palavras procuro entender
posto que as letras ora se fazem as falas da alma.
Se não puderes compreender
prefiro não ter calma.
A demora e a espera e a expectativa trouxeram-me somente o sofrer.

Depressa procuro esquivar-me.
Não sinto simpatia pela razão.
Silencio-me diante desse caos
Aos que dilaceraram a união.

Se não puderes ser curativo,
esqueça-me para que o meu presente
não seja cativo de tudo o que fizeste.

Hoje o dia está cinza
e a Zona Oeste de mim se despede.

Papo nada mole
Comentários (4) // sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
O meu papo não é mole. Por favor, não me enrole. Não quero ladainhas ou ler nas entrelinhas o que há por trás de cada palavra sua. Você me entende? Não falo mandarim, só... não ria de mim.
Guardo tranqueiras em minhas gavetas e talvez até aqui dentro. De bilhetes comprados a mentiras esfarrapadas.
Algumas de nossas histórias são mal-humoradas, nossas vidas foram cruzadas e por isso lhe é necessário me entender. Estou sendo exigente, pode começar a reclamar. Sei que não é fácil o escutar para muita gente. Eu só quero lhe falar dos meus planos de revolucionar para daqui alguns dias, meses e anos, dos meus medos e traumas. E das minhas ideias para 2014. Seremos campeões, pode apostar. Campeões não apenas da temida e falada e conturbada Copa do Mundo; campeões seremos dos nossos sonhos, das nossas conquistas e das nossas lutas contra a preguiça.
Quero que me ajude a espantar o tédio, que o substitua pela garra sem usar nenhum remédio e que comemore com suor nas costas, porque tudo aquilo que tem gostinho de sacrifício é mais bem recebido.
Preciso que me ajude a lutar. Que esteja comigo quando eu cair e levantar, para daí podermos celebrar uma amizade verdadeira. E, com certeza, com você eu também estarei.
Desejo que as marés mais fortes não lhe afoguem, mas molhem os seus desertos, para que posteriormente frutos possam delas nascer.
Amigo, familiar ou leitor passageiro, que o quatorze deste novo ano lhe traga a cada dia quatorze sorrisos diferentes, daqueles mais bonitos que comercial de margarina.

Confesso e mendigo
Comentários (5) // sexta-feira, 8 de novembro de 2013


Meu coração é de guerra e você bem sabe, nem preciso falar. Esses dias encontrei feridas reascendidas e pensei que atraso de vida seria a tal da Medicina em não conseguir curá-las direito. Depois melhor pensei e me lembrei que nos campos de batalha eu fui a minha própria arma inimiga. Sim, lutei contra o meu próprio coração e você sabe que entre ele e a razão o 2+2 se fez 8 e a lógica se esvaiu.
Moço, menino, guerreiro, abra o berreiro se quiser, mas não me deixe nunca andar por essas ruas sozinha à procura de sua guarida. Merecedora eu não sou disso, confesso e mendigo aqui o seu amor. Digo que lhe quero para que amenizes a minha dor. Mendigar não é bom, mas de apaixonado tom assim ouço o seu “olá”. As veias que em mim pulsam parecem pausar a cada batida do relógio, quando não lhes parece lógico parar no meio de vias que não possuem pontos de parada, as vias desse meu sistema biológico. Na calada da noite os meus olhos ainda vagam à procura de rimas para sanar essa minha arritmia. Você é a minha calmaria.
Escrever sobre amor deveria ser tese de doutorado, pois para mim parece claro que terapia aos pés de palavras vomitadas, paridas de uma gravidez súbita de sentimentos é como... Desculpas, moço, o foco aqui é outro. Pequenina sou para a grandeza desse amor. Caibo quase na palma da minha mão, mas ultrapasso limites de qualquer imensidão por isto aqui: que em meu interior há. Digo que lhe quero porque o meu querer já não é mais meu. Escapa das minhas mãos e agora é seu. Duvida das fases da lua, moço, mas acredita nas frases minhas.

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De/Para
Comentários (2) // quinta-feira, 18 de julho de 2013

A cada instante que fujo (eu te vejo)

A cada palavra não dita (eu te beijo)

De cada saudade (eu me queixo)

Num futuro com você (eu me vejo)

Sozinha aqui eu me entristeço

E é para você,

que eu me deixo.


Bilhete de quando eu fugia de alguém.

Do pedido
Comentários (2) // quinta-feira, 28 de março de 2013
Faço-te um pedido,
caro amigo,
quero que leves contigo
cada sorriso que a vida te trouxer
para que nos momentos de amargura
consiga alguma derradeira cura.

Rogo-te para que não se esqueças do que tu és
mas se a amnésia te sobrevier
que assim, estejas onde estiver,
espalhes o amor e esqueças a dor.

Amennéses a dor
E fortifiques o que é o amor.

O mundo anda deserto de amores
as flores já não possuem as cores
do alvorecer das andorinhas.

Preto e branco nos cerca
Agora virou tendência, se estou certa...
só que o meu pedido aqui possui tons pastéis:
quando o tudo chão te fizer
que asas estejam sob os seus pés,
sempre.