O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

Arquivo
06.09 / 07.09 / 08.09 / 09.09 / 10.09 / 11.09 / 12.09 / 01.10 / 02.10 / 03.10 / 04.10 / 08.10 / 09.10 / 10.10 / 11.10 / 12.10 / 01.11 / 02.11 / 03.11 / 04.11 / 05.11 / 07.11 / 08.11 / 09.11 / 01.12 / 02.12 / 03.12 / 04.12 / 07.12 / 09.12 / 03.13 / 07.13 / 11.13 / 01.14 / 01.15 / 02.15 / 03.15 / 07.15 / 01.17 / 09.17 / 10.17 /


Dezoito
Comentários (4) // sábado, 21 de janeiro de 2012

Dezoito que é igual a vida,
que traduz anos de espera,
um mapa à liberdade,
a entrada para uma nova era.

Dezoito agonia,
alegria de viver?
Dezoito baladas que não serei mais barrada.
Dezoito passe-livre, catraca giratória.
Dezoito olá pra bebidas sem nenhuma restrição.
Dezoito carteira de motorista,
carro na garagem,
obrigações à porta.
Dezoito: sou maior!
Dezoito, compra do próprio nariz?

Dezoito tanta coisa,
tanta comemoração
tanta ansiedade
que prefiro um dezoito-biscoito.
Sem nenhuma grande mudança,
novidade ou festança.
Dezoito: ainda sou criança.

P.S.: texto bobo do dia em que os 18 apareceram na minha janela (céus, faz tempo!)
Imagem: daqui

Marcadores: ,


Pra não dizer que aqui abandonei
Comentários (5) // terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O coração não estava descendo para as mãos e isso me afligia deveras. Parecia que o lápis, papel e borracha nunca me haviam sido apresentados. Parecia que aqui dentro o toc-toc de qualquer batida refletia sons ocos, porque nada havia. E esse suposto nada me causava alergia. Ojeriza.
Assustava-me não ter nada. Apavorava-me não transformar letras em textos, lágrimas em prosa, sorrisos em poesia, divagações em (maiores) divagações escritas. Contudo, o coração não descia para as mãos por haver muitos. Superlotação de muitos. Muitos seres com enorme peso dentro de um só músculo pequeno. Seres que após conhecê-los em estado de parasitismo em mim, lembro-me de seus nomes: menino Rogério Medo, senhora Preocupação da Silva, moço Estresse de Final de Ano Júnior, senhor Estresse de Final de Ano, moça Ansiedade Augusta e seu O que Será de Dois Mil e Doze dos Santos.
E agora, já beirando o meio do mês de janeiro que só é janeiro depois do carnaval, respondo a pergunta dezembrina da querida Erica Ferro:
- ... O meu coração não descia para as mãos porque estava com um nível altíssimo de colesterol, verdadeiro entupimento das artérias, trânsito total de comunicação gordurosa que impedia qualquer suspiro livre de palavras pelas vias sanguíneas.

Pergunta da Ferro: "O que aconteceu com o coração que não desce mais para as mãos?"
Entrelinhas: vou tentar reaparecer por aqui, vamos ver se dará certo.
P.S.: Um ótimo 2012 para quem quer que esteja lendo <3


Marcadores: ,