O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Ninguém consegue ver
Comentários (8) // segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

E de repente, os meus olhos buscam... Procuram por algo indizível. Deixo-os percorrerem, vasculharem, fugir num instante e voltarem aflitos por sagaz curiosidade. Aperto as íris, forço os cristalinos. Está vendo? Abruptamente derrama-se a cor branca, a universal cor, em distintas tonalidades. Identifico. Reconheço: são as famosas sete cores do fenômeno pós-chuva e pré-sol. Mas eles se fixam no amarelo e verde.
Amarelo anoso, de alegrias, do crepúsculo daquele entardecer, das vaidades humanas, dos sorrisos espontâneos e da outrora sofreguidão dum árduo viver.
Verde desfeito, já tão desgastado bramir da esperança – do solo da infância: terra, da melancolia do sentir afastar-se e daquele fugitivo brilho no olhar. Verde encrespado. Verde fé. Verde refúgio meu. Verde desolação nossa. Verde mãe natureza e o que não mais terei. Verde que as proles futuras não verão.
E estranhamente me afasto. Os meus olhos captam imagens longínquas. Não sei dizer, é noite. Luar sem estrelas, bramidos estridentes, lágrimas sem sal... Lágrimas que não conseguem definirem-se, lágrimas que secam antes de respingarem-se. O nada é tudo, o que ao menos restou. A solidão é amor. A companhia é desalento - na visão ilusória dos que vivem pela imaginação de um existir ausente da dor. Eram humanos e hoje não se especificam mais. Os olhares dizem mil palavras cravadas no âmago, todavia as bocas se silenciam, as expressões de afeto foram deixadas de lado, à medida que o tempo passou a ser, indubitavelmente, sinônimo de dinheiro.
O Planeta Terra roda e leva com ele o vapor industrial, o sublime aroma da fumaça e assim, a rotação se encerra cinza e maçante, como a atual geração. Já não se sabe mais quem é máquina ou homem. Contudo, ambos são nação.
E cansada repenso naquela vertigem. Repensemos.

Entrelinhas: sabe quando você tem um devaneio e parece que um filme passa em sua mente? Então, foi uma tentativa um pouco frustrada de descrever isso.
O blogspot deve ter uma rixa muito forte aqui, porque ele só entra quando quer e o engraçado, só de manhã. D:

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Doismiledez!
Comentários (6) // segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As promessas vão sendo adiadas, à medida que a mente nos força ao outro viver, diferente do planejado. Esqueçamos de somente prometer. Que façamos mais e deixemos as marquinhas com pitadas de dor bem cicatrizadas. São elas que nos farão melhores neste ano e década que virão. Feliz 2010 e obrigada por tudo! (:

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