O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Desencontrei-lhe
Comentários (9) // sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Fuja da luta ferreira assim como se despediu de mim, tão avidamente que suicidou-se num início ao fim. Cale-se das palavras ardentes assim como me silenciou, achas que o teu nariz assombrar-se-á o mundo? Pensas melhor para não tomares arrependimento. O remorso nos matou. Sobreviveremos novamente dos destroços? Atiraste cóleras aos desentendimentos que o Universo nos causou, à tudo aquilo que te afetou. Continuo sendo aquela mesma, a atrapalhada e cheia de erros. Todavia em algo mudamos e o adiante não nos espera. Sempre o bem desejar-te-ei e aqui, algo seu permanecerá noutro meu. Quero sentir logo o sol surgir, mesmo que longe de ti. Não desejo encontrar-te em lamúrias e devaneações pessimistas. Digo-lhe que não há palavras a mais e sei que isto é clichê, porém o fato é que você foi um diferencial, dentre a maioria sempre igual. Não posso novamente negar-te o amor, aquele que sob todas as forças lhe pertence. Simplesmente, nenhum gesto poderá calar isso...


... adeus à você também.

Entrelinhas: muitas coisas ficam implícitas e necessitamos buscar nelas o verdadeiro significado. Obrigada pelas visitas no blog e os comentários, sempre me deixam muito feliz. O prazer que tenho em respondê-los é inigualável, só que agora não está dando. Desculpem-me, mesmo. I try, I'm really trying.

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You
Comentários (6) // segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Somos um quebra-cabeça com infinitas pecinhas, algumas maiores e outras menores. Há as de valores e aquelas sem apreço. Existem os elementos mágicos, cujo poder é completar os enigmas restantes e desvencilhar as incontáveis horas de busca, a fim de descobri-los no fim do arco-íris. Esses são raros, às vezes somem igual à água dentre as mãos e descolorem-se como a aquarela caída em cloro puro.
Para algumas pessoas os membros remanescentes possuem a forma de ser humano, a vivência fica então complicada, pois atravessando as veredas e situações difíceis, partes frágeis podem sumir e nunca mais voltar. Restam-se as feridas e lembranças das imagens que algum dia foram formadas.
Ao longo do tempo a aparência se modifica e na caixinha de reminiscências guardamos as passagens marcantes do estalar dos segundos. Os componentes infinitos permanecem estáticos... estes que se juntos iluminam passos e acendem luzes vagantes; todavia, distanciados pelo compasso das batidas apagam-se. Só que sabemos profundamente que em seu núcleo ainda há uma vívida lume claramente acessa.
No final, descobre-se que somos como os rios que fluem pelos canais jamais navegáveis, o plural de águas coloridas que correm pelas lavas da vida, os córregos que transpõem por vezes temendo a sujeira que neles poder-se-á encontrar, os lagos da grã-ventura do amor e os degelos das primaveras quentes e dos outonos frios. Entretanto, somos ainda aquele flúmen reluzente, que espera encontrar na alvorada magnífica o deságue de suas cachoeiras cristalinas e o completar do enigma de amar.


[E descobri: a minha pecinha perdida e relutante é você, somente.]

Entrelinhas: flúmen é sinônimo de rio, para qualquer dúvida.
Fonte da imagem: aqui.

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Indi.gente
Comentários (11) // terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aquela terra era habitada por criaturas ausentes de distinção categórica, colorida e de diversos aspectos. Porque aquele pedaço de chão era jazido por seres cujo coração havia parado, os que nasceram nus e abriram os olhos do mesmo modo. Não haviam mais promessas de fim de ano, xingamentos, blasfêmias, sorrisos puros, dignidade humana, corrupção alheia ou sentimentos. Não eram pronunciadas palavras de socorro ou pedidos piedosos: tudo ficara abaixo do solo e nem os seus nomes eram mais lembrados. Os gritos de guerra negados por uma tarde de sono permaneceram no travesseiro das quimeras inexistentes, o choro por uma refeição fez companhia à fome insaciável dos indivíduos ausentes do que é viver, o cantar com a banda preferida silenciou as vontades da alma e fez morada com o baú dos desejos, as brigas enamoraram-se com o mau-humor, a felicidade entreabriu as janelas semi-escuras pela noite, o silenciar foi imortal e a dor inevitável. Mas sabe-se que foram emoções, absolutamente cada parte que tivera oxigênio sendo aspirado. Quando liberadas pelo ar, ainda podem tocar seres cujos olhos vivem e dizem, por detrás dos brilhosos globos oculares.
Aquele pedacinho de chão não era habitado; ainda é, pois que a efemeridade da vida não amolece e sim esquece velhos corações apagados pela chama vívida. Apenas raríssimos conseguem ser lembrados após o piscar no cruzar da linha, apenas. Carece-se de fazer o melhor, para que a calmaria do esforço se alente ao borbulhar da consciência e faça morada junto à geral presença.

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Emenda Constitucional
Comentários (5) // quinta-feira, 8 de outubro de 2009
É errôneo afirmar que lágrimas à noite não derramei e que sonhos evasivos não sonhei. Quiçá o futuro e os nossos corações requererão gritos em meios às multidões. Se as nossas nações procedessem com decência para com os sentimentos internos, as questões emocionais não se conflitariam. A postura dos seus Estados Unidos fez-me impulsionar a ação ‘Big Stick’. Possuía interesse com o seu território, mas a vã política do seu país estava irritando-me, necessitava mondá-la aos modos apropriados. Sem vínculos ou dó, a pressão externa culminou na emenda constitucional do fim do nosso relacionamento.
Emenda? Assinei contrato de independência acoplado à sua intervenção militar direta. Insanidade política do Sistema Nervoso? Somente sigo as Doutrinas Sociais desenvolvidas: esquivo-me dos delitos e submirjo nos aspectos intrínsecos à vida.
Somos antíteses, países de mundos diferentes, combatentes carentes e enfim, apenas meros seres descrentes do amor, que ainda efervesce em mim. O fato é que você ainda é o meu contragosto do puro desgosto, no mês de a.gosto.


Entrelinhas:
esse texto capenga, digamos que foi inspirado numa aula de história, e se você quiser entendê-lo melhor ou algo afim, leia essas outras linhas. (:
Palavrinhas: estava sim, totalmente sem poder postar no blog, ou realizar tantas outras coisas, mas agora estou voltando à ativa (...)


Fonte da imagem: aqui, por Marina Faria.

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