O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Eu não deserto, decerto
Comentários (6) // sábado, 25 de setembro de 2010

Portas fechadas, janelas semicerradas. Logo, falta-se a luz do sol. Procuramos uma saída, algo de bom, dias melhores – ou motivos para sorrir. Todavia parece não haver, infelizmente. Estamos num deserto, em plena metrópole...
Deserto de soluções. Deserto de ideias. Deserto de motivações. Deserto de rios amorosos. Deserto de iniciativas positivas.
Estou num ermo, cuja miragem distancia-se das águas cristalinas e aproxima-se d’algum universo onírico pairando sobre a realidade mais cruel e acinzentada possível. A realidade que, comumente, invade-nos.
Para o meu choro não há valia, palavra tenra, apoio coletivo ou ilusória alegria. Destinada à lágrima, encontra-se um remetente em abandono. Enviada à miséria, vi caras fechadas de políticos trancafiados em seus casulos luxuosos. E aos viciados em drogas, nos venenos imbatíveis, entrevi os mais nobres de todas as classes sociais - criando devassidão a outrem, superior ao próprio existir.
Deserto humano. Aridez da alma. Rochas e não corações. Cifras e não sentimentos. Fúteis emoções e não reais corações.
Sufocada pela angústia do resguardar da própria segurança, vivo pensando em quais décadas festejaremos a utópica confiança humana. Se num deserto estamos e em nossas mentes se faz morada, qual máquina o super-homem inventará para regar as securas da alma? Não quero que a minha flor continue morrendo de amor humano a cada instante...
Eles desertam ainda mais o deserto que são as nossas vidas neste século. Só que eu tento não desertar, decerto. Rego com todo o meu amor as flores que passam por mim, despejo sorrisos e bons votos aos que cometem impunidades. Se adianta, não sei. Mas continuarei... o batucar de esperança em mim ainda diz que é o certo. Espero, pois.

Entrelinhas: este texto fora feito numa época em que eu estava um pouco revoltada, devido a um assalto numa casa bem humilde, por parte de pessoas viciadas em drogas – que se tornaram assim, graças à “elite” que há muito deserta-nos mais e mais. Se o escrito não fizer sentido algum, desculpe-me.

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Aquele dia
Comentários (7) // sexta-feira, 17 de setembro de 2010

“A lua tá bonita hoje”, você dizia e eu sorria. Era noite de setembro e a estrela que ao céu surgia, derretia o seu brilho sobre nós. “A lua tá bonita hoje” ecoava nos meus ouvidos e o relógio já marcava 22:22 – eu fazia um pedido: que aquele sentimento perdurasse o infinito. Você olhava nos meus olhos e o mundo parava. Você me abraçava e o meu amor só fazia aumentar.
Mas o meu pedido não fora atendido. Aquela noite terminara juntamente com a nossa história. E agora, quando os ponteiros marcam 11:11, numa aula de química que já ficou longe do meu campo de visão, uma lágrima cai querendo multiplicar-se em rio pela minha face. Só que não posso, o professor me chama. Amor, avise ao Coração que agora não dá, por favor.

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A ti, sem mim
Comentários (11) // domingo, 5 de setembro de 2010


...




...




(...)




Um tremendo vazio, ecoando neste meu coração.
É, pois, a sua falta e o que tudo dela me detém.
Deixaste-me assim,
como uma estrofe sem verso
[sem palavra alguma, derradeira solidão.


Entrelinhas: não vejo sentido em aleatoriedades depositar, parece-me que tudo é escasso e as letras que em minha mente surgiam, hoje sumiram – assim como o sorriso que acalentava os meus dias. Contudo... serei teimosa, persistirei em desabafar a dor – mesmo que aquilo que se leia a partir daí, não seja mais amor...

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