O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Saudade
Comentários (7) // terça-feira, 30 de novembro de 2010

Havia relutância em meus pensamentos. Muitos queriam combater a sua presença e outros gritavam por tê-la perto. Queria ter-te aqui, mas fui com a maioria, com os olhos para trás. Estrelas eram carregadas por alguns neurônios meus, só que eu fingia que não as via porque elas sempre trazem recordações suas - e isso eu evitava com todas as minhas forças e fraquezas.
Liguei o rádio, música me distrai. Todavia passava justamente Aerosmith, justamente aquela canção que tocava quando nos conhecemos. Não perdi o rumo, pois ele sempre foi você... Apenas fiquei um pouco tonta. Talvez fiquei assim porque precisava de uma dose sua e não sabia. Necessitava ouvir o meu coração disparar por só receber lembranças suas, necessitava ver-te mesmo que por notas musicais que já ecoavam tristes em mim, necessitava de um drink seu só para maiores de 18 anos.
O fato é que isso está se assemelhando a um vício com vida própria e não é um bom sinal. Nunca sei o que fazer com crises de abstinência e por isso construo rehabs dentro de mim antes mesmo de tê-las. Mas e agora com esse meu medo de sentir, de denunciar-me, de viciar-me, de sofrer, de chorar, de viver, de sonhar e de amar?
Por enquanto, tudo o que preciso é fly away from here, away from here e perto de ti, perto de ti...

Entrelinhas: agora ao digitar este texto, cliquei na minha pasta de música que está em ordem aleatória e está tocando aquela música, sério mesmo. É, preciso realmente Fly away from here. ♫


Imagem: daqui

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Apaixonante
Comentários (5) // sábado, 27 de novembro de 2010


Não é? ♥

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Das coisas
Comentários (12) // sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Todos os dias morrem sorrisos. Os de esperanças que se frustram, os de amor que se tornam lágrimas, aqueles prematuros que se tomam pela incerteza ao quase nascerem... Morrem os sorrisos que sofrem abortos constantes, os quase vitórias, os amarelados, os desconsolados, os que de tão tímidos - recolhidos ficaram, os capturados pela TPM ou pelo estresse, os amores platônicos que mergulharam na realidade, os solitários e, os sorrisos verdadeiros que só encontraram mentiras.
Seja qual for a morte que você tenha sofrido hoje – de certo tipo de sorriso, da própria tristeza (o que é bom) ou de algo que te prendia a outro fato - não se esqueça e nem se apavore: o amanhã vem chegando e milhões de espermatozóides de sentimentos correm feito loucos para ganhar vida dentro de você. Está ouvindo? Eles já correm. Escolha os melhores sempre. E cuide bem desses filhos que nascerão. Lembrando que alguns se vão e outros não: perduram e duram e perduram, como o amor. Até porque esse ciclo louco faz parte da magia louca que é a vida... pelo menos para mim.

Entrelinhas: é, auto-ajuda de quinta categoria. Mas não foi a intenção, mesmo.

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Alfabetando
Comentários (10) // sábado, 13 de novembro de 2010

Moço, não mergulhe nas minhas palavras pensando que retratam fatos reais, pois quando lê “e triste fiquei” – quero dizer que noites em claro passei, cismando pelos cantos e com a sua imagem chorando em meu coração. E ao colocar os olhos sobre contos como esse, saiba que foram apenas frutos de viagens ao seu país. Sei que de tímida me faço e pinto-me de boba, contudo são só refrações tortas e inevitáveis do que você me causa.
Afeto, sonho, o seu nome e sobrenome, o meu sobrenome – todos com apenas cinco letras e, também as estrelas com as simbólicas cinco pontas. Cinco elevado a cinco e multiplicado por cinco de expoente infinito (das minhas constelações)... O produto disso não chegaria nem perto da soma das letras que há em mim por ti: 1 + 1 + 1 + 1 = amor = incomensurável, quase inenarrável.
Agora, permito que você mergulhe nessa miscelânea de consoantes, vogais e números perdidos no espaço procurando-lhe. E nela acreditar – talvez sentir. Mas, se a encontrar muito inesperadamente, seja cauteloso: não há manual.

Imagem: daqui

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Cores desiguais
Comentários (3) // quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As palavras tornam-se extintas quando o coração chora, a mente revoga o entendimento e, os pés perdem o chão. É que às vezes a vida assume uma faceta que denominamos injusta e em algumas dessas vezes, o entender não nos é permitido e dói... Machuca até mais do que aquilo que pode ser cabível ou tolerável.
É que hoje a vida empalideceu-se e pintou o dia de nublado, enfeitou-o com chuva e recolheu uma flor do seu jardim que vivia em meu coração e bordava alegria por onde passava. É que hoje está tudo tão triste que as estrelas esconderam-se. Hoje há lágrimas porque você partiu...
Mas, buscando pingos de um súbito entender, encontro alento longínquo: saíste daqui para aumentar a constelação de Órion e sempre acima de nós brilhar... Fazer-nos companhia quando o riso sumir ou quando os braços da saudade muito apertarem.
Ilumine-nos sempre em paz, D.C. – a nossa nova estrela.

Entrelinhas: a constelação de Órion é a qual pertence as Três Marias. E, esse texto foi escrito há algumas semanas, quando nuvens invadiram aqui.

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