O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Olhos fechados
Comentários (15) // segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ainda não digeri a informação que me procedeu. Quero dizer, que há muito me procedeu. É que eu não suportaria o fato de perceber que fui apenas mais um produto desta sociedade maquinada e capitalista que nos cerca. Sociedade e mundo que somente criam ilusões, que aniquilam verdades, que impulsionam o surgimento de fantoches (nós).
Mundo que sustenta mentiras e que cria filmes, livros e músicas românticas baseadas em algo que não existe e nem irá existir: aquele cara, sim, o perfeito. Mundo que sorri prazerosamente quando nos vê chorar. Mundo que menospreza e que cria estereótipos. Mundo que festeja datas só para faturar. Mundo que trai e mundo que fere. Mundo que não deixa outra saída. Mundo que desanima. Mundo que agora me faz despedaçar e concluir (achar que): não serão publicados neste blog textos melosos de amor, porque a pessoa que vos escreve pretende ficar com os olhos fechados e deixar o coração de molho para que possa se recuperar, para poupá-lo de desilusões e de quedas imensas por seres que são só pequenas partes do que seria um grande quadro. Quadro que após ser totalmente visualizado, não se passa de um borrão de várias cores. Quadro que só é e foi grande nas minhas ilusões.

P.S.: se você está de férias e com tempo de sobra, passe no blog da ju - aqui ó. Haha (:

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Sky
Comentários (13) // sábado, 22 de janeiro de 2011


“Ele determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome”
Salmos 147:4

Meu coração também determina o número de estrelas e as chama pelo nome do céu que o cobre: os meus olhos. Não sei por que usei o plural, já que nele só há uma estrela com um único nome. E desde que surgiu, iluminou a minha escuridão e em todas as noites fecho os olhos e a vejo sorrindo aquele sorriso que me encanta. Então, inevitavelmente sonho que ainda sou uma simples criança com asas mágicas, sentindo os meus pés saírem do duro chão em que pisavam. Sinto que estou voando longamente sobre nuvens e que há uma camada de sorrisos daqueles que olham pra cima e fazem brilharem no coração, o amor que tem. Enquanto imito as borboletas e desvencilho-me das redes dos caçadores, canto como se não tivesse mais voz no próximo segundo. Lembro-me do quão desafinada sou e o tanto que os meus pais riam quando me atrevia a cantar, todavia tudo aqui tem harmonia e o canto dos pássaros tem uníssono com o meu. E danço rodopios neste doce céu e sorrio como se a felicidade tivesse me sido revelada após estar num baú impérvio. E sinto como se eu fosse bailarina, bailarina do viver! E amo os pássaros que me cercam, a lua, as nuvens, até a espada de São Jorge refletida e as Cumulus nimbus... Tudo isso porque estou num céu em que do meu lado há uma estrela que brilha em meu coração, que o acelera, que o faz ficar descompassado e que pinta cor-de-rosa nos meus olhos.

Imagem: daqui

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Here
Comentários (15) // quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O céu está deixando pingar muitas gotas sobre nós, variando poucos intervalos sem as suas Cumulus nimbus. Incontrolavelmente eu o estou imitando, só que o meu coração não afasta as minhas Cumulus nimbus, porque aqui dentro a tempestade está difícil de cessar e a previsão não lhe é muito favorável. Apenas guardo essas lágrimas no bolso, com a esperança de que em breve virem sorrisos.

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Olhos
Comentários (7) // sábado, 8 de janeiro de 2011
Quando o dia já é noite, estar perdido não é solidão.
Eles procuram na escuridão o que esqueceram de encontrar. O dia não é encoberto pelo sol e sim pelo manto escuro da noite - que sempre os rodeia. Não há quem acusar ou simplesmente os sentimentos depositar. Eu disse: sentimentos? Insano. Dentre as misérias corporais e da alma, o instinto pesa sobre o pensar. Eles são pessoas, seres humanos sobreviventes do despejo do próprio morar. Um morar onde não há mais família ou amor, um morar pesadelo da noite que em todas as horas perdura.
A luz escureceu no vazio de suas almas. Não há para onde ir e suas pálpebras caem como o fardo de um homem errante. Vivem no semear dos sonhos desconhecidos. Eles não são sertanejos, todavia ainda acreditam que em algum momento o sertão se tornará mar. O sertão que é as suas vidas.
Seus olhos são o único lume que permeia no túnel do viver. Caçam expectativas, só que são somente vítimas e não predadores da atual sociedade. Já não o são mais. Vivem sem ver e amam sem coração. Só (in)existem neste ano que se move tão depressa. Ano de 2090.

Entrelinhas: não sei o porquê eu escrevi isso, apenas saiu - uma baita viagem ._.

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