O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Closer
Comentários (7) // quarta-feira, 31 de março de 2010
O meu silêncio é tempestade em alto mar. Não vale o mísero tostão ou o grão que se acumula pela areia. É, somente, mais uma das minhas invisíveis (anti)defesas. É tese antítese, é paradoxo imortal. O calar-me exterior torna-se tumulto interior. Vivo desta triste destreza, mormaço tropical. Introspecção de tudo – do que se fora e daquilo que continua... - no presente presentíssimo. O arrependimento incessante, as vozes que se emudecem frente a outrem e as decepções indo direto à bagagem, situada no canto curvilíneo do coração. Quando será que passarei a interpretar, esvair a timidez e enrijar o eu?
O que dizer, não sei. E o que pensar, tampouco saberei. Apenas serei ou tentarei... aquilo que os meus olhos pesam em palavras pronunciar e simplesmente deixam escapar: a lágrima no delinear duma rosa. A lágrima inaudível, incomensurável, dolorida e inevitável. A rosa da manhã, da esperança que me faz acreditar em tudo outra vez, mesmo que esse tudo não se passe de uma ilusão que me trará espinhos e também, a doce utopia que me fará crer - até na mentira do não saber.
Enquanto perpasso os percalços deste longo caminho, deixarei nesses trilhos descalços, as minhas sandálias de proteção e os pingos que caem em meio a esta minha solidão.
O meu silêncio é flor murcha, rosa sem pétala, vida morta, temor sem frio, rio vazio, natureza escurecida, chuva desvanecida, coração molhado, verão nebuloso... é: lágrima sem sal.

Ah, a lume de que essa timidez e sufoco passarão no próximo alvorecer ainda me aquecem.

Entrelinhas: este blog perdeu-se em meio ao tumulto que é estar no terceiro ano do Ensino Médio, desculpe-me.

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Obscuro
Comentários (11) // segunda-feira, 8 de março de 2010

Única voz que ecoa no mundo obscuro
(e abafa os gritos estridentes.)
E su-fo-ca
E cala-se
E percorre
E enfraquece
E... silencia-se...
Até voltar com admirável rapidez,
Causando-nos a (n)mudez.
Única voz que silencia o coração: medo.

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Dose de loucura e demência
Comentários (3) // sábado, 6 de março de 2010

Matar-se é como atirar pedras no coração duma mãe em colapso. Só que neste dado caso, impeli-se sangue mortal nas próprias veias e lágrimas nos olhos dAquele que nos fez. Seja maior o motivo responsável pela sua entrega ao nada, este não superará a dor que se submeterá e não ultrapassará o amor infinito que Alguém tem por você.
Às vezes atiramos palavras de fogo à face; porém não sabemos que como num deserto árido, quando tocam defronte as chamas ressurgem das profundezas humanas e não se vêem retratos expressivos... observam-se somente fumaça e destruição. Se você diz que vive numa solidão, mentiroso é, pois não existe ausência nem estando sós, só basta querer e saber sentir. Somos o que fazemos e as atitudes que tomamos... Comumente a vida nos deixa mortiços e submissos ao fracasso, todavia você ainda respira?

Fonte da foto: aqui

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Das batidas
Comentários (1) // segunda-feira, 1 de março de 2010

O tempo passa...
Com o teu piscar, ou não
Com o teu suspiro, ou não
Com o teu dizer, ou não
E com o teu agir, ou não.

Todavia o tempo passa:
Com a mansidão que só ele sabe ter
E aquele arrepender,
Que unicamente nos faz sentir.

Não seja como os grãos de areia,
Ou as folhas que somente norteiam.
Sê capaz de controlar a tua batida,
Do contrário, tenha o tentar na tua vida.

Entrelinhas: acompanharei-o com os olhos abertos e a mente acordada. Pintá-lo-ei com as cores mais bonitas...
PS: controlar no sentido de não se acomodar.

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