O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 24 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Annalice Poulain
Comentários (6) // sábado, 20 de agosto de 2011

Annalice sonhava em ser astronauta quando pequena só para poder carregar todas as estrelas da imensidão do Céu que, segundo ela, cabiam em suas mãos gordinhas e jogá-las nos lugares sem brilho.
Ela era tão exageradamente romântica que ao invés de roncar ao dormir, fato provocado por suas amídalas, suspirava em doses longas e metódicas, como se planejadas fossem. Sorria como serenatas de amor, cheia de esperança sem motivo.
Não comia morangos nos dedos, mas a chamavam de Annalice Poulain. Tinha como marca o sorriso, o mesmo que muitas vezes a acompanhou em dias chuvosos para os olhos.
Dançava na chuva só para sentir que pelo menos as gotas a aplaudiam, pois se elas caíam de tão longe, seria só por um motivo: vê-la dançar desesperadamente alegre.
Era como se duzentas e duas mil borboletas grudassem em seus braços para que assim ela voasse. E voava, voava, voava... com os olhos fechados, com os olhos sorrindo, com os olhos brincando, com os olhos cantando, com os olhos vivendo doçuras que há nesta vida para os que a veem com encanto, com delicadeza, como crianças - como se cada doce, cada abraço, cada palavra linda fossem tesouros de final de arco-íris.

P.S.: pra entender o Poulain clica aqui.

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