O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 24 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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De uma noite
Comentários (10) // domingo, 17 de outubro de 2010

São três horas da manhã e aqui há tormenta – restos de chuva que deixaste em mim. O sono veio e se foi marejado de pensamentos vindos de portos distantes, mas perto de ti. O silêncio é a minha voz e o arrependimento, meu trauma.
Eu poderia fazer como Clarice Lispector e gritar a minha consciência, liberar um pouco de choro com letras:
------- Cadê você? Meu coração procura-te no deserto, antiga cachoeira que secaste...
Todavia, aumentaria a sofreguidão. Prefiro apagar rastros de palavras tortas com uma borracha velha e olhar as estrelas, talvez mergulhar no azul infinito e de tudo esquecer. Ah, citei “estrelas”? Tolice minha. Eis que novamente aparecem-me as cincos pontas e, de repente, não mais que de repente, as cinco letras que detêm o teu nome. Por que é impossível apagar-te? Seria simples deletar-te de redes sociais e afins, mas arrancar algo e alguém cravado no âmago? Não, não é tão fácil assim.
O problema é que me vejo tropeçar nas palavras e gestos e jeito quando perto estás. O problema é que terei prova amanhã e você rompe os limites do adequado e faz-me como boba ficar. O problema é ter que esperar mais sete dias para ver-te. O problema é você me fazer chorar e sorrir e secar. O problema é você achar que sou flor sem ciclo – quando longe estás, eu morro. O problema é... é... é... Nem sei mais qual é, lembrei-me do teu sorriso agora e como numa epifania – de tudo esqueci, cresci, iluminada estou.

E sonhos invadiram a garota que a cada novo amor, como se primeiro fosse vivia. Ela disse como quase num lapso: “Boa noite, os olhos já fecham e estrelas pedem para serem vistas. Até amanhã, quer dizer, hoje.”
Bocejou.


Fonte da imagem: aqui, por Marina Faria.

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